País
Operação "Last Call". PJ investiga suspeitas de favorecimento de companhia aérea nos Açores
As autoridades suspeitam que uma companhia aérea tenha sido favorecida em troca de financiamentos ilegais nos Açores. A agência de notícias France-Presse avançou que se trata da Ryanair.
A Polícia Judiciária realizou esta terça-feira uma operação policial nos Açores e em Lisboa por "suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública", constituindo cinco arguidos.
Segundo a agência de notícias France-Presse (AFP), a transportadora em questão é a Ryanair, que terá sido favorecida em troca de financiamentos ilegais por parte de um organismo público do arquipélago dos Açores.
A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária realizou 14 buscas em "domicílios, organismos públicos, associações de direito privado e escritórios de advogados" nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, assim como em Lisboa.
Em comunicado, a PJ explica que a operação “Last Call” ocorreu "no âmbito de inquérito onde se investiga a prática dos crimes de fraude na obtenção de subsídio ou subvenção, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poderes".
"Em causa estão suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública, designadamente através de financiamento ilegal na adjudicação indevida de contratos financiados pelo Programa Operacional dos Açores 2030", acrescenta.
Na operação participaram 65 elementos da Polícia Judiciária, dois juízes de instrução criminal, cinco magistrados do Ministério Público, dois elementos da Ordem dos Advogados e três elementos do Núcleo de Assessoria Técnica do Ministério Público. A Unidade Nacional de Combate à Corrupção dará continuidade à investigação, procedendo à análise aos elementos probatórios recolhidos. O inquérito corre termos no DIAP Regional de Lisboa.
Em novembro do ano passado, a Ryanair anunciou que deixaria de operar nos Açores a partir de março deste ano por considerar que as taxas aeroportuárias são demasiado elevadas. Há cerca de dez anos que esta transportadora low-cost operava voos de e para os Açores.
A Antena1/Açores adiantou que a PJ fez buscas na Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais, com sede em Angra do Heroísmo (ilha Terceira), e na Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada.Governo dos Açores confirmou buscas
Esta tarde, o diretor regional do Planeamento e Fundos Estruturais nos Açores, Nuno Melo Alves, confirmou a realização de buscas naquele departamento governamental na ilha Terceira, garantindo que está a ser prestada "toda a colaboração" à Polícia Judiciária.
Em declarações à agência Lusa, Nuno Melo Alves adiantou que a PJ esteve nas instalações do serviço "no âmbito de uma investigação em curso relacionada com uma área da promoção turística".
Segundo o diretor regional, as buscas começaram de manhã na Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais, tendo sido solicitada "a consulta e verificação de documentação relacionada com incidência numa área da promoção turística".
"Estamos a prestar toda a colaboração para assegurarmos a máxima transparência neste processo e colaborar a 100 por cento", sublinhou Nuno Melo Alves.
Também a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, em São Miguel, confirmou a realização de buscas nas suas instalações, indicando que disponibilizou documentação "sem que tenha sido apontada qualquer irregularidade".
Em comunicado enviado à agência Lusa, a CCIPD esclarece ainda que "não desenvolve atividades de promoção turística, nem realizou quaisquer contactos ou iniciativas nesse âmbito, pelo que não possui intervenção nas matérias que estão a ser objeto da investigação em curso".
c/ agências
Segundo a agência de notícias France-Presse (AFP), a transportadora em questão é a Ryanair, que terá sido favorecida em troca de financiamentos ilegais por parte de um organismo público do arquipélago dos Açores.
A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária realizou 14 buscas em "domicílios, organismos públicos, associações de direito privado e escritórios de advogados" nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, assim como em Lisboa.
Em comunicado, a PJ explica que a operação “Last Call” ocorreu "no âmbito de inquérito onde se investiga a prática dos crimes de fraude na obtenção de subsídio ou subvenção, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poderes".
"Em causa estão suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública, designadamente através de financiamento ilegal na adjudicação indevida de contratos financiados pelo Programa Operacional dos Açores 2030", acrescenta.
Na operação participaram 65 elementos da Polícia Judiciária, dois juízes de instrução criminal, cinco magistrados do Ministério Público, dois elementos da Ordem dos Advogados e três elementos do Núcleo de Assessoria Técnica do Ministério Público. A Unidade Nacional de Combate à Corrupção dará continuidade à investigação, procedendo à análise aos elementos probatórios recolhidos. O inquérito corre termos no DIAP Regional de Lisboa.
Em novembro do ano passado, a Ryanair anunciou que deixaria de operar nos Açores a partir de março deste ano por considerar que as taxas aeroportuárias são demasiado elevadas. Há cerca de dez anos que esta transportadora low-cost operava voos de e para os Açores.
A Antena1/Açores adiantou que a PJ fez buscas na Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais, com sede em Angra do Heroísmo (ilha Terceira), e na Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada.Governo dos Açores confirmou buscas
Esta tarde, o diretor regional do Planeamento e Fundos Estruturais nos Açores, Nuno Melo Alves, confirmou a realização de buscas naquele departamento governamental na ilha Terceira, garantindo que está a ser prestada "toda a colaboração" à Polícia Judiciária.
Em declarações à agência Lusa, Nuno Melo Alves adiantou que a PJ esteve nas instalações do serviço "no âmbito de uma investigação em curso relacionada com uma área da promoção turística".
Segundo o diretor regional, as buscas começaram de manhã na Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais, tendo sido solicitada "a consulta e verificação de documentação relacionada com incidência numa área da promoção turística".
"Estamos a prestar toda a colaboração para assegurarmos a máxima transparência neste processo e colaborar a 100 por cento", sublinhou Nuno Melo Alves.
Também a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, em São Miguel, confirmou a realização de buscas nas suas instalações, indicando que disponibilizou documentação "sem que tenha sido apontada qualquer irregularidade".
Em comunicado enviado à agência Lusa, a CCIPD esclarece ainda que "não desenvolve atividades de promoção turística, nem realizou quaisquer contactos ou iniciativas nesse âmbito, pelo que não possui intervenção nas matérias que estão a ser objeto da investigação em curso".
c/ agências